Texto insosso

Um mundo, num olho. Num olho, apenas. Não que o mundo seje um olho. Mas é tão grande, que num olho só cabe! Pode ser azul, verde, cinza ou preto. O meu mundo pode ser azul, verde, cinza ou preto. As cores do mundo. As cores: o mundo. Sei que o mundo meu não é. Nem na minha barriga cabe, por mais que eu queira devorá-lo.
Certa vez, em uma carta a um amigo do peito, escrevi uma frase que nunca mais esquecerei. Pela primeira vez uma frase minha fez mais efeito no remetente que no destinatário. Enfim, a frase era: "...Meu lugar é grande. Vai do meu quarto ao mundo". Foi ao escrever estas palavras que me dei conta: "Sou tão pequeno. Sou tão nada."
Por mais que me doa (e dói), saber dessa minha pequeninisse, da minha nadisse , eu levanto a minha cabeça e decido que para crescer só tem um jeito: ser feliz! Esse é o meu "biotônico fontora". A felicidade! Por maiores os problemas, por menores as soluções: sou feliz! Não por sorte da vida, ou fortuna, ou amores eternos. Mas por que assim eu quero. E é assim que tem que ser!
Sem felicidade o mundo enegrece, e assim não consigo ver um palmo além do meu nariz. Ué! Então não poderei ver o meu lugar que começa no meu quarto e se estende até onde eu perder a minha bota!

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