tributo à quem gosto

aa
Tenho febre
Meu corpo e minha alma fervem
Na expectativa de um novo amor
de uma nova decepção
aa
Tenho febre,
de desejo,
de paixão,
de doença.
aa
Tenho febre,
por saber que ele não me tenciona,
por saber que não sou,
nem serei, dele.
aa

la soledad..!

A tristeza, quando não doentia, é uma esperada taça de vinho seco. Que seca, lentamente, a garganta, depois o peito e por fim a alma! Esta secura, para mim, não é por toda ruim. Serve para pensar, chegar a algumas conclusões (mesmo que insensatas) sobre a vida.
Quintana escreveu um poema que tem um título esclarecedor, e uma temática ensandecedora. Chama-se "Eu Escrevi Um Poema Triste". Admito que o amor perdido aflora com estas palavras. Mas as postarei, como um retrato da tristeza que tenho como fardo.

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
(mário quintana)