
O meu poeta favorito é Quintana. Não sei por que, mas eu adoro aqueles versinhos simples e que dão um efeito de sino na cabeça. Tounn...Tounn....Você fica pensando, pensando, e finalmente quando entendo o poema, descobre que você já pensou nisso, só não tinha persebido. Ou seja, para mim, Mário Quintana é(ra) um poeta que nos faz ver o que está de baixo dos nossos narizes e que não conseguimos ver, e que são as verdadeiras chaves para a felicidade! Então, é por isso que eu adoro aqueles versinhos. E também é por isso que vou postar um dos meus poemas dele favorito, além, é claro, de uma foto com aquela carinha de velhinho gente-fina:
aa
aa
aa
aa
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
aa
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
aa
E talvez de meu repouso...
aa
(Mário Quintana)
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